Fotografias do meu livro de artista para o projeto:
"Un Libro Sulla Morte Omaggio a Ray Johnson" - ABAD ITALIA
Este blogger é um registro, um caderno de esboços virtual .Um projeto em que pretendo organizar os meus desenhos, subdividindo em cadernos e posteriormente em livros, dos estudos que faço de forma recorrente.Alguns deles fazem parte de projetos maiores, outros, são registros dos dias, das horas, enfim de meu trabalho e por conseqüência da minha vida.Sejam bem-vindos para visitar e deixar comentários.
segunda-feira, 7 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
SOBRE TESOURAS E CORREDEIRAS
Tratava-se de tesouras e
re-cortes
abertos
aos ventos
assombravam
sem doer
empalideciam
na corredeira
da alma
re-cortada
Texto e imagens de Alexandre Gomes Vilas Boas * Todos os direitos reservados -
Reprodução não autorizada
re-cortes
abertos
aos ventos
assombravam
sem doer
empalideciam
na corredeira
da alma
re-cortada
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Vilas Boas
terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
ANGYE GAONA - LIBERTAD YA!
Através do artista postal uruguaio, Clemente Padin, tomamos conhecimento das arbitrariedades que estão acontecendo na Colômbia contra Angye Gaona, poetisa, jornalista e organizadora do conhecido Festival de Poesia de Medellín e centenas e mais centenas de outras pessoas que se encontram presas em uma atitude típica de censura dos regimes totalitários, mesmo quando mascarados sob o manto de uma falsa democracia...
Segue aqui o texto original e o link para o abaixo-assinado de protesto e pedido de liberação imediata desta ativista e poeta.
Angye Gaona Poetisa y comunicadora periodista alternativa, arrestada por el estado colombiano, enero 2011, Urge solidaridad Apresada la poetisa y periodista Angye Gaona: el Estado colombiano quiere callarla para mantener la oscuridad genocida.
Angye Gaona Poetisa y comunicadora, apresada por pensar, en Colombia, país en el que el estado ha convertido el hecho de pensar en un crimen.
Angye Gaona es una mujer creativa y comprometida socialmente, siempre activa en el desarrollo de la cultura; parte del comité organizador del conocido Festival Internacional de Poesía de Medellín, cuya calidad testimonia de trabajo y sueños tejidos entre los pueblos.
Urge la movilización internacional por su liberación y por denunciar que el estado colombiano mantiene encarceladas a más de 7.500 personas por el "delito de opinión": estamos ante una verdadera dictadura camuflada.
He aquí un fragmento de un poema de Angye Gaona, para que conozcan su alma sincera y tierna, solidaria y creativa:
"Tejido blando"
Respira y prepárate, pecho blando.
No quieras contener todo el aire de los abismos,
toma sólo el de tu pequeña inspiración,
acarícialo por instantes,
susúrrale como si al último aliento
y déjalo libre ir allí,
a donde tú también quisieras:
vasto, inmenso, indistinto.
Sopla fuerte lo que guardas.
No recojas más lágrimas, pecho blando.
Y si un niño preso llora, dirás,
y si un hombre es torturado, dirás.
Que no es tiempo de guardar la ira, te digo.
Es momento de fraguar y hacer lucir
el filo.
No quieras contener todo el aire de los abismos,
toma sólo el de tu pequeña inspiración,
acarícialo por instantes,
susúrrale como si al último aliento
y déjalo libre ir allí,
a donde tú también quisieras:
vasto, inmenso, indistinto.
Sopla fuerte lo que guardas.
No recojas más lágrimas, pecho blando.
Y si un niño preso llora, dirás,
y si un hombre es torturado, dirás.
Que no es tiempo de guardar la ira, te digo.
Es momento de fraguar y hacer lucir
el filo.
Es una situación insoportable: cada día detienen, asesinan o desaparecen a un opositor político, estudiante, sindicalista, sociólogo, campesino... La represión ejercida por el Estado colombiano contra el pueblo colombiano para acallar sus reivindicaciones sociales es brutal. ¡Urge que el mundo se mueva en solidaridad! Que se dé a conocer esta realidad y sus dimensiones que rebasan todo en el Orbe.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
ELEMENTOS DE CONJUNTO
Texto e imagens de Alexandre Gomes Vilas Boas * Todos os direitos reservados -
Reprodução não autorizada
ELEMENTOS DE CONJUNTO
Em seu estômago
cabiam cidades inteiras
caminhões
navios
e
até mesmo a
Líbia.
cabiam pessoas
pássaros
e ruas
mortes
de todas
as formas
e deleites
cabiam
pessoas
e estradas
árvores e
ruas inteiras
relógios
e tesouras
vidros de tinta preta
anjos
e até
Augustos
tudo isso em seu estômago!
Cabiam
todas as mortes que
engolia
sem ter o luxo
de vomitá-las
engolia apenas
estradas e casas
pessoas e carros
tijolos e números
tinta preta e relógios
adoecia com tudo isso
é claro!
mas seu estômago
continha
um conjunto de
números
e radicais
adjuntos
e advérbios
substantivos e
paspalhos
algumas coisas
causavam-lhe indigestão
ou até mesmo insônias
alegrias e dores
todas em geral
incluindo a morte (que não podia ser esquecida momento algum)
faziam
com que
surgissem
açucarados e enjoativos
desenhos de jogar ao lixo
Reprodução não autorizada
ELEMENTOS DE CONJUNTO
Em seu estômago
cabiam cidades inteiras
caminhões
navios
e
até mesmo a
Líbia.
cabiam pessoas
pássaros
e ruas
mortes
de todas
as formas
e deleites
cabiam
pessoas
e estradas
árvores e
ruas inteiras
relógios
e tesouras
vidros de tinta preta
anjos
e até
Augustos
tudo isso em seu estômago!
Cabiam
todas as mortes que
engolia
sem ter o luxo
de vomitá-las
engolia apenas
estradas e casas
pessoas e carros
tijolos e números
tinta preta e relógios
adoecia com tudo isso
é claro!
mas seu estômago
continha
um conjunto de
números
e radicais
adjuntos
e advérbios
substantivos e
paspalhos
algumas coisas
causavam-lhe indigestão
ou até mesmo insônias
alegrias e dores
todas em geral
incluindo a morte (que não podia ser esquecida momento algum)
faziam
com que
surgissem
açucarados e enjoativos
desenhos de jogar ao lixo
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
CADERNO HOMEM VERDE
Estes foram para a Alemanha, para a Patrizia (PC Tic Tac) e sua convocatória "Message in a Bottle".São trabalhos para arte postal realizados em folders, folhetos, catálogos e materiais diversos de instiuições "oficiais" de cultura, bancos, fundações e outras entidades privadas e/ou públicas.
Nesta série de trabalhos utilizo como suporte os materiais gráficos que tem sua distribuição comprometida por uma estratégia, às vezes, equivocada e duvidosa, já que atendem (apesar de discurso contrário) apenas a alguns setores mais "bacaninhas da cidade".
Em alguns casos, os folhetos são descartados antes mesmo que a mostra, evento ou show para o qual foram destinados, tenha chegado ao fim. Em alguns casos, "tiragens" erradas são re-impressas e parte ou todo o material é descartado.Outras vezes, o material fica engavetado à espera de alguma determinação de alguém interessado em exercer seu pequenino poder (cada vez mais comum ) entre os burocratas que dizem produzir e viabilizar os projetos de arte/cultura.Não raro, você poderá achar no lixo desses locais, centenas de folhetos que nem mesmo para a reciclagem são encaminhados.
Eu os reutilizo, alterando-lhes sua função e lógica.
Imagino o quanto deve ser triste para quem os cria, perceber que não são usados para a finalidade na qual foram pensados. Entretanto, creio que isso levanta uma questão pontual sobre os caminhos burocratizantes da cultura.Muitas iniciativas em difundir a cultura seriam melhor resolvidas com mais vontade política ao invés de apenas o uso de dinheiro indo para o ralo.O JANTAR
Texto e imagens de Alexandre Gomes Vilas Boas * Todos os direitos reservados -
Reprodução não autorizada
Reprodução não autorizada
O Jantar
Quase sempre
com surpresas ao
cair da noite
Adiava
sempre a
certeza
alimentando-se
da morte
diária e
da noite
em um copo
cheio
de
cores
cores sujas
e
sagradas
os oportunistas de platéia
atiravam-lhe uma
ou outra banana
com desenvoltura,
com certa alegria,
é preciso registrar
jogavam novamente
mais
e mais
na tentativa de que o fizessem
escorregar
em suas cores
em seus copos
em seus nortes
Quem sabe até,
com a sorte dos canalhas,
quebrar a sua bússola?
Nada adiantava!
Entre cores
estivera protegido
sempre
ou quase
por toda a vida
Quebrara os copos
as mesas
sua casa
tudo
em ruínas
menos a morte
que o alimentava
noite à dentro
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